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segunda-feira, 19 de março de 2012

O DESEMBARQUE

O DESEMBARQUE




Foi num dia desses comuns que ele desembarcou na vida.

Como pássaro arisco ao alçapão , desvencilhou-se do útero,

Fitou a todos com seus olhinhos de inauguração:



Círculo parental

Partidos,

Leques de denominações com seus caminhos rumo a felicidade,

Sistemas,

Gremiações,

Engrenagens com seus sensos-comuns tradicionalmente azeitados.

Estavam todos ávidos ,

Com suas setas milimetricamente norteadoras suspensas no ar.



Num segundo momento:



Assim como a semente rompe a terra em busca de luz ele olhou para a mulher que o amamentava.

Na escuridão do dia, uma tênue chama brilha e resiste no silêncio as expectativas especiosas









Certos momentos são singulares,

Trazem qualquer coisa de doida,

De estranhamento,

De possibilidade de quebra paradigmática.





Um comentário:

Vanice Ferreira disse...

Boa noite Fernando, bela poesia!Fiquei emocionada com a sensibilidade de seus versos,parabéns!Abraços, e um ótimo fim de semana.